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Últimas Notícias




16/09/2026 15:46

MRN inicia implantação de projeto de R$ 5 bilhões e avança em linha de transmissão no Pará

4ª edição do Por Dentro da MRN destaca implantação de novas áreas, transição energética e resultados econômicos, sociais e ambientais do primeiro semestre do ano

Acesse aqui a galeria de imagens - Por Dentro MRN

A Mineração Rio do Norte (MRN) iniciou a implantação do Projeto Novas Minas (PNM), que prevê R$ 5 bilhões em investimentos em cinco anos e deve assegurar a continuidade de suas operações no Oeste do Pará até 2041. Ao mesmo tempo, a empresa avança na construção de uma linha de transmissão que ligará sua operação ao Sistema Interligado Nacional. Neste primeiro semestre, foram investidos R$ 36,9 milhões em iniciativas junto a comunidades e na área ambiental.  Os projetos e resultados são os destaques da 4ª edição do “Por Dentro da MRN”, publicação semestral que apresenta o desempenho econômico, social e ambiental da empresa.

Com a Licença de Instalação obtida em abril deste ano, o PNM entrou na fase de implantação com a previsão de gerar 2,3 mil novos postos de trabalho nas obras. O empreendimento amplia as oportunidades para profissionais e fornecedores da região no desenvolvimento de novas áreas de mineração em Oriximiná, Terra Santa e Faro. “O Projeto Novas Minas conecta produção, emprego, desenvolvimento regional e competitividade industrial. Os benefícios começam no território, mas seus efeitos alcançam toda a cadeia do alumínio e diferentes setores da economia do país”, afirma o CEO da MRN, Guido Germani. 

Para preparar profissionais da região para as oportunidades associadas ao projeto, a empresa ofereceu 1,2 mil vagas gratuitas em 14 cursos profissionalizantes em áreas como construção civil, operação de máquinas, soldagem e manutenção. “A geração de oportunidades passa pela qualificação das pessoas e pelo fortalecimento da capacidade local de atender às demandas que virão”, destaca a gerente-geral de RH, Magda Damasceno. As primeiras turmas do Programa de Gestão de Mão de Obra (PGMO) iniciaram a qualificação na primeira quinzena de julho, que, conforme a duração de cada curso, poderá se estender até julho de 2027.

Linha de transmissão alcança 63% de execução

O segundo projeto estratégico é a linha de transmissão de 230 kV que ligará a operação da MRN ao Sistema Interligado Nacional. A obra alcançou 63% de avanço físico em junho de 2026 e concluiu as cinco torres da travessia do rio Trombetas, considerada uma das etapas mais complexas do empreendimento. Com 98 quilômetros de extensão e 232 torres, a estrutura tem operação prevista para o primeiro trimestre de 2027. A mudança na matriz energética deverá reduzir em 90% as emissões de gases de efeito estufa associadas à geração de energia.

“Superamos desafios técnicos, ambientais e ocupacionais com total atendimento às condicionantes do projeto. Esse resultado reforça nossa confiança para as próximas etapas da implantação”, afirma Yanto Araújo, gerente-geral de Projetos da MRN. As obras da linha de transmissão geraram 1,1 mil empregos, dos quais 67% foram ocupados por trabalhadores do Pará. O projeto também mantém diálogo com 19 comunidades de sua área de influência direta e desenvolve ações voltadas à prevenção de riscos associados a grandes empreendimentos.

Compras no Pará somam R$ 448 milhões

A publicação também apresenta os resultados da MRN no primeiro semestre de 2026. No período, a empresa produziu 5,5 milhões de toneladas de bauxita e realizou R$ 470,2 milhões em investimentos. As compras de materiais e serviços no Pará somaram R$ 448,3 milhões, enquanto o recolhimento de impostos, taxas e contribuições superou R$ 200,1 milhões. A empresa manteve 7.711 trabalhadores. Entre os empregados próprios, 85,61% são do Pará. Para ampliar a participação de empresas locais em sua cadeia, a MRN promoveu encontros com associações comerciais e empresários de Santarém, Óbidos, Oriximiná, Faro e Terra Santa.

Investimento socioambiental e desenvolvimento das comunidades

No primeiro semestre, a MRN investiu R$ 12,9 milhões em projetos e ações socioambientais voltados às comunidades, com iniciativas nas áreas de educação, saúde, segurança, geração de renda e fortalecimento comunitário. Outros R$ 24 milhões foram destinados a programas ambientais, com destaque para o reflorestamento de 207,6 hectares e o plantio de mais de 280 mil mudas de espécies nativas. As comunidades de Boa Nova e Saracá forneceram 1,9 tonelada de sementes ao Viveiro Florestal da MRN, em iniciativa que alia recuperação ambiental, valorização dos conhecimentos tradicionais e geração de renda. 

A 4ª edição do “Por Dentro da MRN” está disponível na íntegra neste link.

Grandes números da MRN no primeiro semestre de 2026


Operação e Investimentos

5,5 milhões de toneladas de bauxita produzidas

R$ 470,2 milhões em investimentos

7,7 mil trabalhadores, sendo 85,61% dos empregados próprios são do Pará

R$ 448,3 milhões em compras no estado

R$ 200,1 milhões recolhidos em impostos, taxas e contribuições


Projetos Estruturantes

R$ 5 bilhões previstos para o Projeto Novas Minas nos próximos cinco anos

2,3 mil empregos previstos durante a implantação

1,2 mil vagas gratuitas em 14 cursos profissionalizantes

63% de avanço físico do Projeto Linha de Transmissão em agosto

1,1 mil empregos gerados nas obras da linha, sendo 67% ocupados por paraenses


Comunidades

R$ 12,9 milhões investidos em ações e projetos socioambientais

60 iniciativas 

3,7 mil pessoas beneficiadas por iniciativas de educação e qualificação


Meio Ambiente

R$ 24 milhões investidos em programas ambientais
207,6 hectares reflorestados

280 mil mudas nativas plantadas

1,9 tonelada de sementes adquirida de comunidades locais

214 pontos de monitoramento da água

 

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03/09/2026 12:53

MRN amplia conexão com fornecedores do Oeste do Pará na Tapajós Negócios 2026

Rodada de negócios reuniu cerca de 50 empresas no estande da MRN, que também apresentou experiências imersivas sobre sua atuação no Oeste do Pará

A participação da Mineração Rio do Norte (MRN) na Feira Tapajós Negócios 2026 ampliou a conexão da maior produtora de bauxita do país com a cadeia produtiva do Oeste do Pará. Um dos destaques foi a movimentação de fornecedores no estande da empresa, que reuniu mais de 60 empresas locais interessadas em apresentar produtos, serviços e soluções. Experiências de realidade virtual, conteúdos interativos e histórias da Amazônia também atraíram o público ao estande da MRN durante o evento, realizado de 27 a 29 de agosto, em Santarém.

A iniciativa ocorre em meio à implantação do Projeto Novas Minas (PNM), que permitirá à MRN manter a produção de bauxita na região até 2041. A abertura de cinco novos platôs amplia as demandas da empresa. “Com o Novas Minas, nossa demanda cresce e surgem oportunidades para novos fornecedores de diferentes segmentos. Participar da feira é uma forma de nos conectarmos com o empresariado local e explicarmos os critérios de cadastro, homologação e aquisições de materiais e serviços”, afirmou Diogo Cavalcante, gerente geral de Supply Chain da MRN.

Durante a rodada de negócios, representantes de diferentes segmentos apresentaram seus portfólios e receberam orientações sobre cadastro, critérios técnicos e possibilidades futuras de contratação. Cerca de 50 empresários participaram da Rodada de Negócios promovida no estande da empresa, viabilizada pela mobilização das áreas de Materiais e Serviços, que destacaram uma força-tarefa de sete profissionais para atender fornecedores e organizar a dinâmica dos encontros. “Estamos no evento ideal para gerar novas oportunidades na região e calibrar aquelas relações que já existem. No espaço, tivemos equipe especializada, profissionais dedicados e que atuaram prestando orientações sobre processos de contratação, cadastro e homologação”, comentou Pâmela Pazzoti, gerente de Aquisições de Materiais da MRN. 

“Estar presente fisicamente em um evento de grande relevância, como a Feira Tapajós, é querer prestar um atendimento mais humanizado e conectado. O desenvolvimento de fornecedores é parte do nosso processo diário na empresa, e a presença no evento é mais uma etapa deste trabalho”, destacou Charles Williams Barraza, Especialista de Suprimentos da MRN.

Entre os visitantes do estande, esteve a empresa SM Extintores, que já fornece materiais à MRN e busca ampliar a parceria para a prestação de serviços. Segundo a CEO da empresa, Adria Santos, o relacionamento comercial é duradouro e tem gerado bons resultados. “Trabalhamos há vários anos com a MRN na manutenção e venda de extintores e no fornecimento de materiais para hidrantes. Construímos uma relação próxima com a empresa e agora queremos ampliar nossa atuação, incluindo a prestação de serviços. Vim à feira justamente para entender como podemos avançar nesse novo escopo”, relatou.

Projetos são apresentados em conteúdos interativos

Além de promover conexões comerciais, o estande da MRN na Feira Tapajós Negócios 2026 recebeu estudantes, empresários, representantes da indústria, autoridades e famílias. Por meio de experiências de realidade virtual e conteúdos interativos, os visitantes puderam conhecer a operação da empresa e suas iniciativas nas áreas de inovação, meio ambiente, desenvolvimento social e geração de oportunidades no Oeste do Pará.

“A feira nos permitiu ampliar o diálogo com diferentes públicos e mostrar como a atuação da MRN se conecta ao desenvolvimento do Oeste do Pará. Fizemos um esforço conjunto com as áreas de Relações Institucionais e Materiais e Serviços para trazer excelentes profissionais para a rodada de negócios. Também houve toda uma articulação para estarmos bem geolocalizados no espaço, na porta de entrada da feira.  Queremos estar cada vez mais próximos da sociedade, compartilhando informações com transparência e construindo parcerias que gerem prosperidade para a região”, afirmou Ana Rita Freitas, gerente de Comunicação da MRN.  O espaço institucional contou com mesa digital inspirada no “Por Dentro da MRN”, publicação semestral que reúne informações sobre o desempenho econômico, social e ambiental da empresa.

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28/08/2026 13:02

MRN divulga Relatório de Sustentabilidade 2025 e projeta futuro na Amazônia

Com investimentos de R$ 51 milhões em projetos sociais, implementação da nova linha de transmissão e adesão ao GISTM a mineradora entra em novo ciclo no Oeste do Pará

Em 2025, a Mineração Rio do Norte (MRN) produziu 12,8 milhões de toneladas de bauxita, destinou R$ 51 milhões a investimentos socioambientais, contratou R$ 701,2 milhões em materiais e serviços de fornecedores no Oeste do Pará e avançou na Linha de Transmissão que reduzirá em até 90% as emissões associadas à sua geração de energia elétrica, o que representa diminuição de 25% na pegada total de carbono da MRN. Estes e outros resultados integram o novo Relatório de Sustentabilidade, que reflete período de maturidade técnica e solidez operacional, mantendo mais de 7,5 mil postos de trabalho e preparando a transição para um novo ciclo de longo prazo da empresa. O documento segue as normas internacionais da Global Reporting Initiative (GRI) e pode ser acessado neste link.


A maior produtora de bauxita do país reafirma seu modelo de mineração responsável na Floresta Nacional de Saracá-Taquera (PA). Para o CEO da MRN, Guido Germani, o avanço operacional é inseparável do respeito ao território: "Crescer de forma sustentável significa olhar para além dos resultados econômicos. Significa construir relações de confiança, atuar com transparência e contribuir para o desenvolvimento da Amazônia e das pessoas que vivem neste território. O avanço de projetos estruturantes como o Novas Minas e a Linha de Transmissão só foi viável porque priorizamos a escuta e o respeito às comunidades locais".


Descarbonização e gestão avançada de rejeitos

No campo ambiental, o grande marco foi o avanço das obras do Projeto Linha de Transmissão (PLT 230 kV), que encerrou o ano com 25% de execução física e a obtenção da Autorização de Supressão de Vegetação pelo IBAMA. O empreendimento, que vai conectar as operações ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio de linha de 98 quilômetros a partir de Oriximiná, viabiliza a substituição da matriz térmica a óleo combustível por energia limpa. A transição energética prevê a redução de 25% na pegada de carbono total da empresa até 2027. O rigor nesse monitoramento assegurou novamente à MRN a certificação Selo Ouro no Registro Público de Emissões do Programa Brasileiro GHG Protocol.


A gestão de estruturas de armazenamento de rejeitos alcançou novo patamar de segurança com a adoção, em 2025, dos 77 requisitos do Global Industry Standard on Tailings Management (GISTM). A empresa acelerou o método de disposição de rejeitos a seco, no qual o material desidratado, composto por solo e água, é reaproveitado para o preenchimento das cavas mineradas. Foram removidos e destinados 2,2 milhões de m³ de rejeitos secos, o que evitou a abertura de novas áreas e assegurou a preservação de 118 hectares de floresta nativa, com índice de recirculação de 84% da água utilizada na usina de beneficiamento de bauxita.


O diretor de Sustentabilidade da MRN, Vladimir Senra Moreira, comenta a relevância dessas transformações: "Em 2025, atingimos patamares determinantes na gestão ambiental e de riscos. A implementação dos requisitos do padrão internacional GISTM e o avanço da disposição de rejeitos a seco mostram que a engenharia de ponta é a maior aliada da conservação da floresta. Aliado a isso, a Linha de Transmissão nos coloca em trajetória consistente de descarbonização, reduzindo as emissões associadas à geração de energia elétrica e diminuindo nossa pegada de carbono global".

📸 Acesse aqui a galeria de imagens do Relatório de Sustentabilidade 2025.


Restauração Florestal, Ciência e Desenvolvimento Local

O compromisso com a biodiversidade se expressa em números históricos: a MRN já recuperou mais de 8.052 hectares de floresta nativa na Amazônia. Somente em 2025, foram restaurados 351 hectares, com o plantio de 455.588 mudas de 100 espécies nativas e a produção de 527.745 mudas no viveiro da MRN. Esse ecossistema inclui a recuperação do Lago Batata, desde 1989, com monitoramento técnico-científico realizado em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e parâmetros de qualidade da água restabelecidos.

Na dimensão social, os recursos destinados a programas voluntários e de condicionantes ambientais ultrapassaram R$ 51 milhões em 2025, somados ao aporte de R$ 15 milhões à Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Alto Trombetas II (ACRQAT) a título de participação nos resultados da lavra no Platô Monte Branco. A atuação em saúde comunitária foi outro destaque: o Hospital de Porto Trombetas (HPTR), acreditado com a certificação de excelência ONA Nível 2, realizou mais de 41 mil atendimentos e procedimentos médicos gratuitos para populações ribeirinhas e quilombolas de Oriximiná, Terra Santa e Faro.

Internamente, a empresa fortaleceu conexão regional ao compor sua força de trabalho com 85% de profissionais paraenses, elevando a representatividade de comunidades ribeirinhas e quilombolas para 8,5% e a presença feminina para 13% do quadro geral e 16,7% nos cargos de liderança, por meio das ações afirmativas do programa MRN pra Todos.


Novo Ciclo: Projeto Novas Minas

Esses avanços convergiram no licenciamento do Projeto Novas Minas (PNM), que garantirá a continuidade da operação da MRN até 2044, mantendo produção média anual de 12,5 milhões de toneladas de bauxita certificada pelos critérios da Aluminium Stewardship Initiative (ASI Chain of Custody). O amplo processo de governança e diálogo institucional envolveu a realização de 46 reuniões de engajamento com 43 comunidades ao longo de 2025 e no cumprimento das diretrizes da Consulta Livre, Prévia e Informada junto aos territórios quilombolas de Alto Trombetas 2 e Boa Vista, etapa que culminou na obtenção da Licença de Instalação (LI) do projeto em abril de 2026.

Confira neste link o Relatório de Sustentabilidade 2025.
  

Relatório de Sustentabilidade 2025 em números:

●      12,8 milhões de toneladas de bauxita produzidas;

●      R$ 1,7 bilhão em valor econômico distribuído;

●      R$ 701,2 milhões em compras contratadas no Oeste do Pará;

●      R$ 51 milhões destinados a programas e projetos socioambientais;

●      527.745 mudas nativas produzidas e 455.588 plantadas;

●      351 hectares reflorestados no ano (mais de 8 mil ha acumulados);

●      2,3 toneladas de sementes nativas adquiridas de comunidades locais;

●      84% de reaproveitamento de água na planta de beneficiamento;

●      99,8% dos resíduos industriais destinados a reuso, reciclagem ou coprocessamento;

●      2,2 milhões de m³ de rejeitos secos reaproveitados em cavas mineradas;

●      45.703 quelônios devolvidos à natureza;

●      46 reuniões de engajamento realizadas com 43 comunidades vizinhas.

 

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21/08/2026 13:35

Parceria entre MRN, Emater e ACOMTAGS abre mercado para agricultores familiares e fortalece renda em comunidades do oeste do Pará

Produtores do Lago Sapucuá passam a fornecer alimentos para programa federal, ampliando oportunidades de comercialização e produção sustentável

A agricultura familiar está ganhando novos caminhos de desenvolvimento no Oeste do Pará. Agricultores das comunidades Casinha e Ascenção, na região do Lago Sapucuá, em Oriximiná, passaram a integrar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo federal, ampliando a comercialização da produção local. Com a habilitação, cada produtor pode vender até R$ 10 mil por ano em alimentos. O avanço foi viabilizado por uma parceria entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), a Associação das Comunidades das Glebas Trombetas e Sapucuá (ACOMTAGS) e a Mineração Rio do Norte (MRN), que desenvolve ações de assistência técnica, capacitação e incentivo à produção sustentável nas comunidades da região.

O PAA é um programa federal, gerido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), que visa promover o acesso à alimentação de pessoas em situação de vulnerabilidade e incentivar a produção da agricultura familiar. Para alcançar esse objetivo, o programa adquire, sem a necessidade de licitação, alimentos produzidos diretamente por agricultores familiares e os destina a entidades socioassistenciais, como creches, asilos, restaurantes populares, bancos de alimentos, unidades vinculadas à Central de Abastecimento (Ceasa) e ao Mesa Brasil, do Serviço Social do Comércio (Sesc).

A iniciativa também prioriza a inclusão produtiva de grupos historicamente vulnerabilizados, como povos indígenas, comunidades quilombolas e mulheres do campo. Estrutura que fortalece a segurança alimentar, amplia as oportunidades de geração de renda para pequenos produtores e impulsiona a economia dos municípios beneficiados.

Jéssica Naime, gerente-geral de Desempenho Social e Comunicação da MRN, entende que esse tipo de iniciativa contribui para a autonomia das comunidades, na construção de um desenvolvimento mais sustentável. “Mais do que ampliar o acesso aos alimentos, o programa gera oportunidades, valoriza o trabalho desenvolvido no campo e fortalece as cadeias produtivas locais, produzindo impactos positivos que alcançam as famílias, as comunidades e a economia da região”, destaca.

Para participar do programa é necessário ter a Carteira da Agricultura Familiar (CAF), documento emitido com apoio da Emater que permite o acesso a políticas públicas voltadas ao setor. A partir da entrada no Programa, os agricultores passaram a fornecer alimentos, ampliando as oportunidades de comercialização da produção e fortalecendo a economia das famílias rurais.

Para quem vive da produção rural, os resultados já podem ser percebidos. Entre os agricultores beneficiados com o PAA, está Lázaro Figueiredo de Souza, da comunidade Ascenção. Integrante do projeto de Apoio à Agricultura Familiar da MRN, o produtor afirma ter transformado sua realidade a partir do fortalecimento da produção rural. "Consegui construir minha casinha e oferecer oportunidades para os meus filhos. O que mais me orgulha é ver a MRN enxergar o pequeno agricultor e oferecer incentivo para que ele possa crescer e viver melhor".

Na visão da analista de Relações Comunitárias da MRN, Genilda Martins da Cunha, o resultado demonstra como a atuação integrada entre instituições e as comunidades fortalece o desenvolvimento local. "O acesso ao Programa de Aquisição de Alimentos amplia as oportunidades para os agricultores, garantindo um canal de comercialização com preços justos. Esse é um resultado construído a partir do trabalho conjunto entre a MRN, a ACOMTAGS, a Emater e as comunidades, com foco na geração de renda e no desenvolvimento sustentável”.

Agricultura familiar como vetor de desenvolvimento

A habilitação dos produtores foi viabilizada por meio dos projetos de Apoio à Agricultura Familiar e de Sistemas Agroflorestais (SAFs), que integram o Programa de Educação Socioambiental da MRN. O modelo combina espécies florestais nativas, culturas agrícolas e, em alguns casos, criação de animais, buscando aumentar a produtividade sem abrir mão da conservação ambiental. Além da assistência técnica, são oferecidos cursos, oficinas e orientações sobre gestão das propriedades e diversificação da produção. Atualmente, 43 famílias das comunidades Boa Nova, Saracá, Casinha, Camixá e Lago Batata são atendidas. Em 2025, foram realizadas 305 ações, entre visitas técnicas, cursos, palestras e oficinas, que somaram 1.296 participações de agricultores e comunitários.

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19/08/2026 12:46

Após consultas em 19 comunidades, MRN desenvolve projetos socioambientais ligados à nova linha de transmissão

Ações definidas com a participação das comunidades da área de influência, em Oriximiná, no Oeste do Pará, tiveram início em agosto

O Projeto Linha de Transmissão (PLT), empreendimento estruturante da Mineração Rio do Norte (MRN), entra em uma nova etapa no oeste do Pará. O projeto, que levará energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) até as operações da companhia em Porto Trombetas, no município de Oriximiná, avança também nas iniciativas junto às comunidades nas quais está presente. Após o processo de escuta e diagnóstico participativo em 19 comunidades, começam a se materializar os projetos socioambientais, que integram o Programa de Educação Ambiental (PEA), construídos a partir das prioridades apontadas pelos próprios moradores.  

O Programa integra as condicionantes socioambientais da MRN e é executado por empresa especializada. As ações foram definidas de forma participativa, em conjunto com as comunidades e com a Associação das Comunidades da Gleba Trombetas e Gleba Sapucuá (ACOMTAGS), visando atender às demandas e necessidades identificadas pelas partes envolvidas.

O trabalho começou em 2025, quando a MRN promoveu uma série de encontros para apresentar o PLT, esclarecer dúvidas e estabelecer canais de diálogo com as comunidades. Em setembro, tiveram início as oficinas dos Diagnósticos Socioambientais Participativos (DSAPs), realizadas para identificar demandas e potencialidades de cada território e subsidiar a construção das iniciativas. Em março de 2026, a empresa retornou às comunidades para apresentar os diagnósticos e debater os próximos passos. 

“Desde o início, buscamos ouvir as pessoas e entender as particularidades de cada localidade. Os Diagnósticos Socioambientais, com a participação direta das comunidades, nos permitiram identificar demandas prioritárias e, agora, entramos em uma etapa crucial, que é transformar essas contribuições em ações e projetos e, posteriormente na sua implementação para que possam gerar benefícios concretos para as comunidades e para o meio ambiente”, afirma Diana Rocha, analista de Relações Comunitárias da MRN.

A proposta é implementar projetos voltados à formação, à mobilização social e ao fortalecimento das capacidades locais, ampliando a participação qualificada das comunidades nas questões socioambientais relacionadas ao PLT. As iniciativas foram planejadas e estão sendo desenvolvidas a partir da sociobiodiversidade de cada localidade, valorizando a participação ativa, o diálogo e a troca entre os saberes tradicionais e técnicos. 

Segundo Genilda Cunha, analista e Coordenadora de Condicionantes Socioeconômicas, os projetos desenvolvidos no âmbito das condicionantes socioambientais têm como foco promover o desenvolvimento sustentável das comunidades localizadas na área de influência dos empreendimentos da PLT/MRN. As iniciativas contribuem para a melhoria da qualidade de vida por meio do fortalecimento da organização comunitária, da geração de renda, da valorização dos conhecimentos tradicionais e da cultura local, além do apoio à agricultura familiar, à segurança alimentar, à segurança na navegação e à capacitação técnica, impulsionando o empreendedorismo e o desenvolvimento socioeconômico das comunidades atendidas.

Segundo Elessandra Corrêa, gerente de Relações Comunitárias da MRN, um dos principais aspectos da etapa de implantação dos projetos é o protagonismo das comunidades na construção das iniciativas. “O diferencial desse processo está na participação ativa dos moradores, que vai além do diagnóstico. As comunidades contribuem diretamente para a construção das soluções, a partir de suas realidades, necessidades e prioridades. Esse diálogo fortalece a relação de confiança e contribui para que os investimentos socioambientais sejam mais aderentes e gerem resultados efetivos em cada território”. 

Visitas aproximam comunidades do projeto

O diálogo mantido ao longo da implantação do PLT deu origem, por exemplo, ao Programa de Visitas, criado a partir do interesse dos moradores em conhecer mais de perto o empreendimento e as atividades desenvolvidas pela MRN. A iniciativa permite que estudantes, lideranças e moradores visitem as operações da empresa, compreendam as etapas de implantação da linha de transmissão e acompanhem ações ambientais e sociais realizadas na região. Em agosto, alunos da Escola Estadual Rural de Oriximiná, localizada no polo da comunidade Axipicá, participaram da primeira visita deste terceiro trimestre de 2026. O grupo conheceu áreas da operação e teve contato com iniciativas relacionadas à recuperação ambiental. 

Para o diretor da escola, Mauro da Silva Coutinho, a experiência contribui para ampliar o conhecimento dos estudantes sobre essa atividade produtiva que está presente na rotina. “É de grande valia para os alunos entenderem como é o processo de mineração da bauxita e todo o mecanismo que é utilizado na recuperação do meio ambiente”, afirma. Ticiane Gemaque, moradora da comunidade Tapixauá, também participou da visita e aprovou a oportunidade de conhecer de perto as atividades desenvolvidas pela empresa. “Foi uma experiência muito boa, porque a gente passa a conhecer melhor como tudo funciona e entender mais sobre o que estamos vendo e aprendendo”, conta.

Energia mais limpa

A linha de transmissão de 93 quilômetros no Oeste do Pará é uma iniciativa estratégica da MRN para ampliar sua eficiência energética. O empreendimento prevê a conexão da unidade ao Sistema Interligado Nacional (SIN), por meio de linha de 230 kV que ligará a subestação de Oriximiná à futura subestação Saracá, em Porto Trombetas. Com a conexão ao SIN, a expectativa é reduzir em cerca de 90% as emissões de gases de efeito estufa associadas à geração própria de energia. A obra movimenta a economia por meio da contratação de trabalhadores, fornecedores e serviços na região. Um ano após o início de sua implantação, o PLT gerou 847 empregos, sendo, 460 vagas ocupadas por trabalhadores de Oriximiná, município onde está localizada a operação da MRN. 

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12/08/2026 15:39

Tecnologia e IA tornam o monitoramento de barragens mais rápido e integrado no Pará

Workshop da MRN reuniu especialistas, fornecedores e equipes técnicas para debater instrumentação, integração de dados e soluções aplicadas à segurança geotécnica

Sensores, radares, inteligência artificial e sistemas capazes de reunir dados em tempo real estão mudando a forma como as barragens são monitoradas no setor mineral. Na Mineração Rio do Norte (MRN), em Porto Trombetas, no oeste do Pará, essas tecnologias são usadas para acompanhar o comportamento das estruturas geotécnicas e dar mais agilidade às análises. Em julho, esses avanços e desafios foram debatidos no Workshop Integrado de Instrumentação de Barragens, que reuniu especialistas, fornecedores e profissionais das áreas responsáveis pela implantação, manutenção, operação e inspeção das estruturas.

A programação tratou de tecnologias como monitoramento microssísmico, métodos elétricos e eletromagnéticos, radar de penetração no solo e sensoriamento remoto. Também foram discutidas aplicações da inteligência artificial na análise de informações e na identificação de padrões que podem apoiar a gestão preventiva de riscos. “O workshop faz parte de um movimento contínuo de aperfeiçoamento. É também um momento importante de integração, nos permite compreender melhor os processos e contribuir para a evolução das tecnologias utilizadas no monitoramento das barragens”, afirma Thiago Oliveira, gerente-geral de Geotecnia da MRN.

O grande volume de dados gerado por sensores e equipamentos é um dos desafios do monitoramento geotécnico. Plataformas integradas reúnem essas informações em um ambiente, automatizam etapas e agilizam a identificação de alterações e tendências. “A centralização dos dados torna o processo de organização, tratamento e análise mais ágil e eficiente”, explica Filipe Costa, engenheiro geotécnico da Intelltech. A MRN utiliza os sistemas SQMS e GeoInspector, desenvolvidos pela Intelltech, para centralizar dados e apoiar as análises técnicas das estruturas.

Trabalho integrado aprimora o monitoramento

O workshop também destacou a importância da troca de informações entre os profissionais envolvidos nas diferentes etapas da gestão das estruturas geotécnicas. “As oportunidades proporcionadas por um encontro como esse são muito relevantes, principalmente por aproximarem as equipes responsáveis pela implantação, intervenção e operação das estruturas. Essa troca fortalece o trabalho e contribui para a evolução das práticas”, afirmou Raimundo Lauro, gerente técnico responsável pelas inspeções das barragens do sistema hídrico da MRN. 

Da troca de conhecimento à operação integrada no COI, por meio do Centro de Monitoramento Geotécnico

A integração discutida durante o workshop já faz parte da rotina operacional da MRN por meio do Centro de Operações Integradas (COI). Em funcionamento desde 2024, o espaço conecta dados de diferentes áreas da empresa, reduz a fragmentação das informações e amplia a capacidade de resposta diante de variações operacionais. Em um único ambiente, o COI acompanha, em tempo real, indicadores produtivos, logísticos, ambientais e operacionais.

O sistema funciona como ponto central de cadeia que envolve simultaneamente equipamentos, fluxos logísticos, qualidade do minério e condições ambientais, permitindo ajustes contínuos e maior controle da operação. Na área geotécnica, o COI possui o Centro de Monitoramento Geotécnico (CMG), que reúne dados de 1.521 instrumentos instalados em 32 estruturas, operando 24 horas por dia, 7 dias por semana, contribuindo para a identificação de desvios e tendências e para a redução do tempo de resposta das equipes. 

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