Com sistema de monitoramento inteligente e tecnologias nas estruturas geotécnicas, empresa adota e fortalece as diretrizes internacionais do GISTM
Inteligência artificial aplicada ao monitoramento de estruturas, sensores em tempo real, novas tecnologias geotécnicas e regras internacionais mais rígidas para a gestão de rejeitos foram temas debatidos no Tailings Brazil 2026, evento que reuniu empresas, especialistas e órgãos reguladores da mineração em Belo Horizonte, nos dias 26 e 27 de maio. Líder na produção de bauxita do país, a Mineração Rio do Norte (MRN) acompanhou debates sobre inovação, segurança operacional e exigências globais para barragens e estruturas geotécnicas.
Promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), o encontro abordou o uso de inteligência artificial para análise preventiva de dados, tecnologias para monitoramento contínuo de estruturas e soluções voltadas à redução de riscos operacionais. Para Paola Valentim, gerente de Geotecnia da MRN, eventos como o Tailings Brazil aceleram a troca de experiências técnicas e a disseminação de práticas mais seguras no setor.
“A MRN acompanha as boas práticas e avanços tecnológicos aplicados à segurança operacional e à sustentabilidade no setor. Temos avançado no uso da tecnologia e da inteligência de dados para aumentar a previsibilidade, fortalecer o monitoramento e a segurança das estruturas”, afirmou. Paola comenta a importância da geotecnia e do monitoramento das estruturas para uma operação mais segura e sustentável: “Garantimos a recirculação e o reaproveitamento da água dentro do ciclo produtivo, reduzindo a necessidade de captação no meio ambiente”.
Padrões globais elevam rigor na gestão de barragens
Além das tecnologias, o Tailings Brazil 2026 discutiu o fortalecimento da cultura de prevenção, transparência e a gestão responsável de rejeitos, com destaque para a adoção do Global Industry Standard on Tailings Management (GISTM), principal referência internacional para gestão de rejeitos na mineração. Além de atender às normas brasileiras, a MRN adotou esse padrão global, ampliando a transparência e aprimorando seu Sistema de Gestão de Rejeitos.
A empresa cumpre critérios rigorosos de integridade das estruturas, monitoramento contínuo, gestão de riscos, planos de emergência e engajamento com comunidades potencialmente impactadas. “Seguimos investindo no aprimoramento da gestão das nossas estruturas de disposição de rejeitos, reforçando a segurança das operações, a proteção ambiental e o respeito às comunidades”, finaliza a gerente de Geotecnia da MRN.