Mineração
Rio do Norte: uma grande empresa
A
Mineração Rio do Norte (MRN) está localizada
no município de Oriximiná, a 880 quilômetros de
Belém, capital do Estado do Pará. A história
da empresa teve início com a descoberta das primeiras ocorrências
de bauxita na Amazônia, localizadas no extremo oeste do estado
do Pará, pela Alcan na década de 60.
No final de 1971, a Alcan deu início à implantação
do projeto Trombetas. Logo em seguida, as obras foram suspensas devido
à depressão no mercado mundial do alumínio na
época. A partir de junho de 1972, a Companhia Vale do Rio Doce
(CVRD) e a Alcan iniciaram entendimentos para constituir uma joint-venture,
visando a retomada da implantação do projeto. Em junho
de 1974, foi assinado o acordo de acionistas da Mineração
Rio do Norte S.A., atualmente composto pelas seguintes empresas: Vale
(40%), BHP Billiton Metais (14,8%) Rio Tinto Alcan (12%), Companhia
Brasileira de Alumínio – CBA (10%), Alcoa Brasil (8,58%),
Norsk Hydro (5%), Alcoa World Alumina (5%) e Abalco (4,62%).
A construção do projeto foi retomada no primeiro trimestre
de 1976, incluindo o núcleo urbano de Porto Trombetas, dotado
de total infra-estrutura para atender aos seus moradores, que atualmente
são aproximadamente de seis mil. Já as atividades de
lavra foram iniciadas em abril de 1979 e, neste mesmo ano, foi realizado
o primeiro embarque de minério em um navio com destino ao Canadá.
Operações
- A capacidade inicial de produção da MRN foi de 3,35
milhões de toneladas anuais. O aumento da demanda de mercado
e a grande aceitação da bauxita produzida pela empresa
nas refinarias de todo o mundo favoreceram o aumento gradativo desta
capacidade. Atualmente, ela é de 18,1 milhões de toneladas
ao ano, o que a torna uma das maiores mineradoras de bauxita do mundo.
As operações da MRN em Porto Trombetas consistem na
extração da bauxita, beneficiamento, transporte ferroviário,
secagem e embarque de navios. As atividades de lavra são desenvolvidas
nas minas Saracá, Almeidas e Aviso, distantes aproximadamente
30 quilômetros ao sul do núcleo urbano de Porto Trombetas.
Responsabilidade Social
A Mineração Rio do Norte, por iniciativa própria,
também investe na região através de projetos
sociais, baseados em quatro pilares: saúde, educação,
desenvolvimento sustentável e meio ambiente.
Na área de saúde, destaca-se o apoio às comunidades
remanescentes de quilombos. Em parceria com a Fundação
Esperança de Santarém, a empresa presta assistência
médica à aproximadamente 300 famílias das comunidades
Moura e Jamari, localizadas às margens do rio Trombetas. Outro
importante programa é o de combate à malária,
que também atende a moradores ribeirinhos.
No setor educacional, a empresa oferece bolsas de estudos para filhos
de ribeirinhos que cursam o ensino superior e apóia a escola
da comunidade Boa Vista, pertencente à Prefeitura Municipal
de Oriximiná, no que se refere ao transporte, funcionamento,
moradia e alimentação de professores e merenda escolar
para os alunos.
Com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento sustentável
da região, a MRN implantou em várias localidades projetos
de criação de peixes e galinhas, produção
de mel e farinha e compra de sementes coletadas pelos ribeirinhos.
Desde o início de suas operações, a empresa desenvolve
programas de preservação ambiental tanto nas áreas
de suas atividades quanto na circunvizinhança, intervindo diretamente
ou apoiando aos órgãos legalmente constituídos
para esse fim, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Estão, entre as ações da MRN voltadas para o
meio ambiente, o reflorestamento das áreas desmatadas para
mineração; a recuperação do lago Batata;
a conservação e manutenção da Reserva
Biológica do Rio Trombetas e o manejo adequado dos recursos
naturais renováveis da Floresta Nacional Saracá-Taquera;
além do manejo sustentável de quelônios da Amazônia.
Trabalhos como esses na área de Responsabilidade Social renderam
à MRN, entre outras premiações, o Prêmio
Eco de Cidadania Empresarial, em 1999, concedido pela Câmara
Americana de Comércio – um dos mais importantes na área
de responsabilidade social em todo o Brasil, e uma homenagem no Guia
Exame de Boa Cidadania Corporativa, em 2001, como uma empresa socialmente
responsável.
Sistema
de Disposição de Rejeitos
O modelo adotado pela Mineração Rio do Norte para a
disposição do rejeito do processo de lavagem da bauxita
é pioneiro no mundo para este minério. É completamente
limpo com retorno integral do que não foi aproveitado no beneficiamento
para o seu local de origem, ou seja, as áreas lavradas. Este
processo evita o assoreamento de rios, igarapés e lagos ou
a inundação de grandes áreas de florestas.
Com
esse modelo, todo o rejeito gerado nas operações atuais
e futuras, até a exaustão completa de todas as minas,
será contido nas áreas lavradas no platô Saracá.
Portanto, não há qualquer possibilidade de disposição
de rejeitos em nenhum ecossistema da região.
O sistema
de contenção de rejeitos em áreas lavradas no
platô Saracá consiste em tanques que, depois de cheios,
passam por um processo natural de secagem. Em seguida, eles são
reflorestados com as mesmas espécies naturais da região,
obedecendo aos critérios de enriquecimento com espécies
nobres, da mesma forma como é realizado nas áreas desmatadas.
A seriedade
dos trabalhos da MRN é reconhecida nacional e internacionalmente
através de uma série de prêmios e certificações
recebidos nos últimos anos. Entre estas, a certificação
segundo a Norma ISO 14001, incluindo no escopo não só
as atividades administrativas e operacionais da empresa, mas também
o núcleo urbano de Porto Trombetas, primeiro caso no mundo
ocidental.
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