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A Mineração Rio do Norte (MRN) é uma das maiores operações de bauxita do mundo e a maior do Brasil. Localizada no complexo mínero-industrial de Porto Trombetas, no município de Oriximiná, Oeste do estado do Pará, a empresa gera aproximadamente 3.300 vagas de empregos. Destas, 1.326 são ocupadas pelo efetivo próprio da MRN e o restante por trabalhadores terceirizados. Em 2007, a empresa fechou o ano com uma produção de 18,06 milhões de toneladas de bauxita, matéria-prima para a produção do alumínio. Deste total, 68,8% foram destinados ao mercado interno, com 376 navios embarcados. O restante da produção foi exportada para Estados Unidos, Canadá e países da Europa. Em geral, a produção da empresa é toda destinada aos próprios acionistas. São eles: Vale (40%), BHPBilliton Metais (14,8%), Alcan Participações (12%), Companhia Brasileira de Alumínio – CBA (10%), Alcoa Alumínio (8,58%), Norsk Hydro (5%), Alcoa World Alumina (5%) e Abalco (4,62%). O processo de crescimento da MRN decorreu de uma série de fatores positivos, onde se destacam a qualidade e a posição geográfica das jazidas de bauxita, a possibilidade de escoamento da produção em navios de até 60 mil toneladas, além do respeito e da confiabilidade que a empresa consolidou ao longo do tempo junto aos seus clientes e partes interessadas, como investidores, fornecedores e comunidade. Operações – As operações da Mineração Rio do Norte em Porto Trombetas consistem na extração da bauxita, beneficiamento, transporte ferroviário, secagem e embarque de navios. As atividades de lavra são desenvolvidas em três minas, distantes aproximadamente 30 quilômetros ao sul da vila de Porto Trombetas. Para se chegar até a camada de bauxita é necessário decapear o solo, isto é, retirar outros quatro componentes que ficam acima da camada de bauxita comercializada. Primeiro retira-se o solo orgânico, que será utilizado novamente no processo de reflorestamento. Depois, são retiradas as camadas de argila e bauxita nodular, inviável de ser comercializada por conter alto teor de sílica. Por último, é retirada uma camada de laterita e, finalmente, se chega até a camada de bauxita compacta. Em 2007, os teores médios de alumina da bauxita comercializada pela MRN foram de 49,33%, considerado um dos melhores no que se refere à qualidade. Das frentes de lavra, o minério retirado é transportado em caminhões até as instalações de britagem, onde é reduzido para um tamanho máximo de três polegadas (7,5cm). Dessas instalações, segue por correias transportadoras para a planta de beneficiamento, onde as parcelas mais grossas são lavadas em peneiras rotativas e vibratórias, e as mais finas são concentradas em ciclones e filtros. Depois de beneficiado, o minério é transportado da área da Mina até o Porto, ao longo de uma ferrovia de 27km. Nesta operação, são utilizadas seis composições de 46 vagões cada, tracionadas por locomotivas com potência de 2200HP. Cada vagão tem capacidade para transportar até 85 toneladas de minério. Na área do Porto, o minério é descarregado num virador de vagões e, como pode ser comercializado tanto úmido quanto seco, pode ter dois destinos antes de embarcar em navios: alimentar os três fornos secadores ou seguir para o pátio de estocagem de bauxita úmida. O carregador de navios tem capacidade para embarcar até 8 mil toneladas por hora, sendo que o rio Trombetas tem capacidade para navegação de navios de aproximadamente 60 mil toneladas. Porto Trombetas - A MRN construiu um complexo urbano-industrial denominado Porto Trombetas, um dos poucos no mundo com certificação ISO 14001. Trata-se de uma vila residencial dotada de completa infra-estrutura e um terminal para embarque de navios para desenvolver suas operações e abrigar seus empregados. Nessa vila residencial, onde vivem aproximadamente 6 mil pessoas, existem 900 casas e dormitórios para 1,9 mil moradores solteiros, abrigando os empregados da MRN e de outras empresas que prestam serviço em Porto Trombetas. O núcleo urbano possui também escola com ensino até o nível pré-universitário, hospital e serviços laboratoriais, clubes de lazer, hotel, cine-teatro, igreja, centros comerciais e aeroporto para receber aviões tipo Boeing 737. Porto Trombetas conta ainda com coleta seletiva, triagem e compostagem de lixo, além de estações de tratamento d’água e de esgoto sanitário. A energia elétrica que supre o núcleo urbano e as operações industriais da empresa é produzida pela própria MRN em usina termelétrica. História - A história da empresa teve início com a descoberta pela Alcan, em 1967, das primeiras ocorrências de bauxita. Naquele mesmo ano, em 05 de junho, foi constituída a Mineração Rio do Norte para lavrar, beneficiar e comercializar a bauxita da principal jazida denominada Saracá. As atividades operacionais só começaram em 1979, com capacidade para produção de 3,35 milhões de toneladas e vendas garantidas aos seus próprios acionistas por meio de contratos de longo prazo. O primeiro navio carregado com minério partiu com destino ao Canadá, no dia 13 de agosto de 1979. A capacidade inicial de produção cresceu ao longo dos anos em função do aumento da demanda de mercado e da ótima aceitação da bauxita produzida pela MRN pelas refinarias de todo o mundo. Entre 2001 e 2003, a empresa investiu US$ 223 milhões em um grande projeto de expansão. Com isso, a capacidade instalada de produção saltou de 11 milhões para 16,3 milhões de toneladas de minério nesse período. Saúde, segurança, meio ambiente e responsabilidade social Saúde e segurança - Faz parte da cultura da MRN, a preocupação permanente com a segurança e com a saúde ocupacional de seus empregados. O Programa de Segurança da MRN compreende a conscientização dos empregados próprios e das empresas contratadas e a utilização de um conjunto de métodos e ferramentas, visando à prevenção dos acidentes na empresa. Os índices de segurança no trabalho, obtidos pela MRN, estão entre os melhores se comparados com as empresas de mesmo porte e natureza, e continuam evoluindo positivamente. Isso possibilitou à empresa, no início de 2004, a certificação segundo a norma OHSAS 18001, um padrão internacional que define os requisitos relacionados com a gestão da Segurança e Saúde Ocupacional, de forma a auxiliar as organizações a controlar os riscos e a melhorar a performance das empresas. Meio ambiente - A empresa tem por princípio o respeito pela preservação do meio ambiente. O processo de recuperação das áreas desmatadas para a lavra da bauxita é realizado anualmente, de forma regular, exceto nos locais onde estão suas instalações e estradas permanentes. Nessas áreas, o reflorestamento é feito após o fechamento das minas para que o local seja devolvido à natureza como foi encontrado.
A MRN, confirmando a excelência do seu Sistema de Gestão Ambiental, mantém a certificação segundo o conjunto de normas ISO 14.001, desde dezembro de 2001. Responsabilidade social - A Mineração Rio do Norte, por iniciativa própria, também investe nos municípios da região por meio de projetos sociais, baseados em quatro pilares: saúde, educação, desenvolvimento sustentável e meio ambiente. Atualmente, a empresa desenvolve uma série de projetos, que estão diretamente relacionados aos Oito Objetivos do Milênio, estabelecidos em 2000 pela ONU (Organização das Nações Unidas). Na área de saúde, destacam-se os projetos Combate à Malária e Quilombo. O primeiro tem por objetivo melhorar a qualidade de vida das comunidades ribeirinhas em relação ao controle da malária, reduzindo a morbidade e a mortalidade infantil e adulta. No ano em que o programa teve início, 1999, foram registrados 1.126 casos da doença. Em 2007, foram registrados apenas dois casos. Já o projeto Quilombo é desenvolvido por meio de um convênio entre a MRN e a Fundação Esperança, de Santarém. A equipe de trabalho utiliza um barco para prestar assistência médica (curativa e preventiva) mensal para moradores de 23 comunidades remanescentes de quilombos, localizadas no rio Trombetas. Na área de educação, destacam-se o apoio à escola da comunidade quilombola Boa Vista e o projeto de inclusão digital, por meio do qual a MRN adapta salas de informática e faz doação de computadores para prefeituras e instituições de Oriximiná, Terra Santa e Faro. Além disso, a empresa disponibiliza em Porto Trombetas treinamento para grupos de professores desses municípios, no sentido de formar facilitadores e multiplicadores para difusão do conhecimento aos moradores das comunidades. A Mineração Rio do Norte também assinou convênio com a Prefeitura Municipal de Oriximiná e a Universidade Federal do Pará (UFPA) para a implantação de um Núcleo Universitário naquele município. As obras do prédio, conduzidas pela MRN, foram concluídas no início de 2005. Em relação à preservação ambiental, o projeto social da MRN que mais se destaca é o de Manejo Sustentável de Quelônios. Ele tem como objetivo a conservação de espécies, como tartarugas e tracajás. Também chamado de “Pé-de-Pincha”, nome dado pelos ribeirinhos aos pequenos animais, o projeto visa o manejo racional e sustentável dessas espécies pelas próprias comunidades, em áreas abertas e não oficialmente protegidas. A MRN participa como parceira do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Universidade Federal do Amazonas, que coordenam o projeto no estado do Pará, em comunidades dos municípios de Terra Santa e Oriximiná. Desde que teve início, cerca de 535 mil quelônios já foram devolvidos aos rios da Amazônia. Na área de desenvolvimento sustentável, destaca-se o Programa de Piscicultura, que incentiva a criação de tambaquis em tanques-rede. O objetivo é proporcionar uma alternativa de renda para os ribeirinhos, além de evitar a pesca predatória, preservando as espécies, e, por conseqüência, melhorando a qualidade de vida da comunidade. Outros projetos que merecem destaque são o da Compra de Sementes e Mudas da população ribeirinha e o de Educação Patrimonial e Ambiental. O primeiro projeto proporciona uma alternativa de renda aos ribeirinhos e eleva o nível de consciência de preservação ambiental das pessoas envolvidas, já que elas recebem orientação e treinamento, ministrado por técnicos da própria MRN. O segundo é desenvolvido em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi, promovendo ações educativas junto aos moradores das comunidades da área de influência da empresa visando esclarecê-los e conscientizá-los sobre a importância da preservação do patrimônio ambiental da região. O projeto é desenvolvido simultaneamente ao salvamento arqueológico realizado nas áreas operacionais da MRN e nas margens do rio Trombetas. Prêmios Em
2006 Em
2005 Em
2004
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