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Curso de aproveitamento da mandioca é uma das atividades do Projeto de Implantação de Sistemas Agro Florestais A Mineração Rio do Norte desenvolve, desde 2004, o Projeto de Implantação de Sistemas Agro Florestais (SAF). A iniciativa contou com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) como parceiro inicial. A partir de 2006, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PA) assumiu tecnicamente o projeto, que tem uma essência simples: ensinar as comunidades a trabalhar corretamente a terra, criando alternativas para a simples retirada de produtos da natureza. “O SAF representa mais uma alternativa de renda à comunidade, já que combina culturas de ciclo curto, médio e longo prazos. Ou seja, além de melhorar a qualidade de vida da geração atual, garante o atendimento das necessidades das gerações futuras”, explica o assessor de Relações Comunitárias da MRN, José Haroldo de Paula. Ao lado das técnicas de plantio de espécies frutíferas como o mamão, a laranja e o abacate, além de espécies de madeira de lei como o cedro, pau’darco e andiroba, são ensinadas maneiras de aproveitar melhor a produção, com o olho no mercado. Cerca de 70 famílias das comunidades de Boa Nova e do lago Saracá, ambas de Oriximiná, são atendidas através do SAF. Nos últimos anos, mais de 23 mil mudas de essências florestais e frutíferas foram plantadas nas áreas preparadas pelos comunitários, que também receberam ferramentas e insumos. Além disso, foram realizados vários cursos, como os de beneficiamento da farinha de mandioca, que, além de ser um dos principais itens da alimentação na região, é uma das principais fontes de geração de renda para essas comunidades. O projeto também prevê a construção de casas de farinha comunitárias, adequadas à nova forma de trabalho. A outra face do projeto trabalha o lado social da comunidade. A equipe de apoio é reforçada por uma assistente social, que trabalha técnicas de artesanato e culinária com as mulheres, além de temas como saúde e educação ambiental. Mas uma das iniciativas com maior aceitação foi a implantação de hortas comunitárias no quintal das escolas, com a participação dos alunos. Os vegetais colhidos na horta agora reforçam a merenda escolar e ensinam às crianças a importância de legumes e vegetais frescos na alimentação.
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