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Por meio do Projeto de Desenvolvimento da Piscicultura, a Mineração Rio do Norte (MRN) proporciona uma alternativa à geração de renda de ribeirinhos de comunidades dos municípios de Oriximiná, Terra Santa, Faro e Óbidos, localizados na região Oeste do Pará. O projeto, implantado em 2002, beneficia cerca de 200 famílias e consiste na criação de tambaquis, espécie de peixe própria da região, em tanques-rede. Até o ano passado, R$ 295 mil foram investidos no projeto pela MRN, que esse ano planeja investir cerca de R$ 70 mil, beneficiando mais duas novas comunidades. A empresa doa filhotes de peixes, chamados alevinos, ração, berçários, tanques-rede e ministra treinamentos para os participantes. Cabe à comunidade cuidar dos tanques e dos peixes durante o período de crescimento, que dura em média um ano e três meses. Após esse prazo, é realizada a despesca, ou seja, a retirada dos peixes dos tanques para finalmente fazer a comercialização. A renda gerada é revertida para as próprias comunidades, sendo parte dela usada posteriormente para compra de novos tanques-rede e ração, garantindo assim a auto-sustentabilidade do projeto. Ao todo, a MRN ajuda a manter 58 tanques-rede, que até dezembro de 2007 já haviam produzido mais de 42 toneladas de tambaqui, o que gerou uma renda de R$ 255 mil para as comunidades. Cada tanque-rede possui capacidade de produção de 1,2 mil peixes. Das famílias atendidas, algumas residem no Lago Batata, próximo a Porto Trombetas, em Oriximiná. Ano passado, dois cursos de piscicultura foram ministrados para 80 pessoas que residem no local e no Lago do Moura, também no município. O projeto de Piscicultura da MRN faz parte de um dos pilares de responsabilidade social desenvolvidos pela empresa. Além disso, o projeto também está inserido em um dos oito objetivos do milênio traçados pela Organização das Nações Unidas (ONU). Além de proporcionar a melhoria da qualidade de vida das comunidades, ele ajuda a preservar a espécie do tambaqui, o que minimiza os efeitos da pesca predatória. O projeto recebeu dois importantes reconhecimentos em 2006. Um deles foi o conceito Excelência na premiação da BHP Billiton, uma das acionistas da MRN. Concorrendo com nove projetos de empresas de países como Austrália, Peru e Indonésia, o programa brasileiro levou o prêmio máximo em sua categoria. Já na etapa regional do Prêmio FINEP, quando disputou com outras treze iniciativas da região Norte, o projeto ficou em segundo lugar na categoria Inovação Social . A iniciativa
já desperta o interesse de produtores independentes e dos órgãos
públicos municipais, que investem no negócio na construção
de alevinários, fábricas para ração e
infra-estrutura.
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