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Mineração Rio do Norte planta o futuro
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A MRN tem por princípio o total respeito pela preservação do meio ambiente. Sua política para gestão dos aspectos ambientais integra também segurança, saúde e qualidade, sendo a promoção desta política responsabilidade dos funcionários diretos da MRN e de todas as empresas contratadas.

Por ter sua infra-estrutura urbana e as atividades de mineração e beneficiamento localizadas no interior da floresta amazônica, seus processos de licenciamento ambiental são conduzidos junto ao Ibama e à Sectam.

O processo de recuperação das áreas desmatadas para a lavra da bauxita é realizado anualmente, de forma regular, exceto nos locais onde estão suas instalações e estradas permanentes. Nessas áreas, o reflorestamento é feito após o fechamento das minas para que o local seja devolvido à natureza como foi encontrado.

O plantio das mudas acontece de janeiro a junho, utilizando espécies nativas com o objetivo de formar uma nova floresta com características tão próximas quanto possíveis às da original. O horto florestal da empresa produz cerca de meio milhão de mudas. Outras 150 mil são compradas das comunidades ribeirinhas, próximas a Porto Trombetas.

A MRN, confirmando a excelência do seu Sistema de Gestão Ambiental, mantém a certificação segundo o conjunto de normas ISO 14.001, desde dezembro de 2001.

Programa de reflorestamento: referência para o mundo

O reflorestamento de áreas lavradas é um dos exemplos do sucesso que a MRN tem conquistado, desde que iniciou suas atividades no Oeste do Pará, em Porto Trombetas. Em 2007, a MRN plantou 413 mil novas árvores. Nos 28 anos de operação, somam-se quase 7 milhões de árvores plantadas, numa área de 3.860 hectares, cerca de 3.184 campos de futebol. Anualmente, a empresa produz meio milhão de mudas e adquire outras 150 mil de comunidades do alto rio Trombetas, gerando renda para famílias ribeirinhas.

Os recursos aplicados em ações de controle e manutenção ambiental somaram R$ 28,4 milhões, em 2007. Desse total, R$ 750 mil foram destinados à conservação da Reserva Biológica do Rio Trombetas (Rebio) e da Floresta Nacional Saracá-Taquera (Flona), unidades de preservação formadas com o apoio da MRN e que juntas somam cerca de 800 mil hectares.

O trabalho para recompor uma floresta, começa bem antes de a bauxita ser extraída. O processo tem início com a compra de sementes em 15 comunidades ribeirinhas presentes na área de atuação da MRN. Mensalmente, os moradores recebem uma lista com a relação das espécies de semente a serem coletadas. Esta atividade envolve cerca de 100 famílias, o que gera renda e propicia melhoria das condições de vida dessas pessoas.

Ao chegar ao horto florestal da MRN, essas sementes têm caminhos diversos. Parte delas é direcionada ao plantio em bancadas e depois transferida para saquinhos plásticos, quando já são mudas. Outra parte é estocada e uma terceira passa pelo processo de beneficiamento, para facilitar a germinação. A produção de mudas é feita em parte pela empresa, em parte pelas comunidades.

No reflorestamento são usadas cerca de 100 espécies nativas da Amazônia. A escolha é definida pela equipe técnica da MRN e por pesquisadores que acompanham o desenvolvimento da vegetação ao longo dos anos, por meio de monitoramentos da flora e da fauna locais. Algumas das espécies plantadas são a Itaúba, hoje rara de ser encontrada e muito utilizada na construção de barcos; a Andiroba, usada na indústria de cosméticos e para fins medicinais; o Açaí, que tem fins alimentícios; e o Angelim Vermelho, utilizado na fabricação de móveis. A Bertholletia excelsa ou Castanheira, como é popularmente conhecida, é uma das espécies de destaque no horto florestal da MRN.

Castanhais enriquecidos

Por meio do projeto Banco de Germoplasma de Castanheiras, que teve início em 2004, através de uma parceria com o Instituto Chico Mendes e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA -, a empresa mantém catalogados itens como sementes, pólen, tecidos ou indivíduos cultivados, para a conservação de amostras da variabilidade genética de diferentes populações de Castanheiras existentes no Brasil.

O extrativismo da castanha-do-pará é uma das fontes de renda mais importantes do Oeste do Estado, entretanto, a utilização do recurso natural sem a preocupação com sua reposição natural pode comprometer a sustentabilidade do ecossistema e a capacidade das gerações futuras de garantirem a continuidade do seu uso.

Nesse sentido, a MRN tem promovido o enriquecimento de castanhais do platô Almeidas, um dos locais onde atua dentro do perímetro da Flona. Nos dois últimos anos, foram identificadas 1.112 árvores dessa espécie em nove diferentes castanhais. Cinco deles foram reflorestados com 1.800 mudas em 2007.

A proposta é garantir a sustentabilidade do ecossistema, que no futuro deve produzir sementes com mais abundância, proporcionando a continuidade de fonte de renda para os moradores da região do rio Trombetas, além de alimentos para os animais da floresta. Em fevereiro de 2008, período mais chuvoso do ano na região, os outros quatro castanhais foram reflorestados.

Epífitas ajudam na recuperação do ecossistema

Antes do processo de lavra da bauxita ser iniciado, após o desmatamento, uma equipe percorre toda a área recolhendo epífitas e identificando a espécie da árvore onde ela se encontrava fixada. As epífitas coletadas são levadas ao horto florestal, onde são classificadas e cultivadas. O projeto teve início em 2001 e, até o momento, foram coletadas mais de 14 mil epífitas de 83 espécies, sendo 56 de orquídeas, 12 de bromélias e 15 de aráceas. Uma das raridades é uma micro-orquídea que, adulta, mede um centímetro.

Essas epífitas são reintroduzidas nas florestas replantadas, levando em consideração a espécie da árvore de onde foi retirada. Ou seja, uma orquídea encontrada em uma castanheira, obrigatoriamente será fixada numa árvore da mesma espécie. Essa é uma ação que tem um importante papel na recomposição da floresta.

Preparação do solo

No processo de decapeamento do solo para lavrar a bauxita, a primeira camada chamada de topsoil, rica em sementes, nutrientes e microorganismos, é removida e armazenada. Posteriormente, o topsoil é distribuído durante a preparação do solo das áreas que serão reflorestadas. O plantio é realizado de janeiro a abril, período do ano em que há maior volume de chuvas na região. As mudas são plantadas em espaçamento regular e distribuídas de forma aleatória na área. Cada hectare recebe em média 1700 mudas, de 80 a 100 espécies diferentes. Para potencializar o crescimento das mudas, é adicionado ao solo adubo mineral e calcário. Caso 10% das mudas não sobreviva, é feito um replantio, substituindo as espécies mortas por outras.

Monitoramento

Após o reflorestamento, as áreas são incluídas nos programas de monitoramento realizados pelas equipes de pesquisadores que desenvolvem trabalhos nas áreas mineradas. O objetivo do programa, que teve início em 1995, é avaliar a efetividade do método de reflorestamento. A boa notícia é que os monitoramentos apontam que o processo tem sido bem sucedido. As áreas reflorestadas há mais de 20 anos demonstram uma tendência evolutiva e de integração com o ecossistema nativo, o que corresponde à expectativa da empresa em conseguir uma similaridade entre a floresta original e a replantada.

Para verificar essa similaridade, a MRN deu início a um projeto que visa à construção de um índice de sustentabilidade das áreas reflorestadas. A proposta da MRN é entregar futuramente à sociedade um ecossistema semelhante a floresta original, com a presença de espécies típicas da fauna e da flora da região.

Lago Batata
Na conceituação do Projeto Trombetas, no início da década de 1970, existiam duas alternativas técnicas para a disposição do rejeito da lavagem da bauxita: a construção de uma barragem convencional ou o lançamento dessa argila num dos lagos da região. Em função da topografia da área ser praticamente plana, a construção da barragem deixou de ser considerada, porque inundaria uma extensa área de floresta.

Assim, entre 1979 e 1989, o rejeito foi lançado no lago Batata, o que impactou aproximadamente 30% da superfície daquele lago. Apesar de inerte (só argila), a presença do rejeito no lago criou uma área de elevada turbidez na coluna d'água e provocou a supressão de parte da vegetação de igapó, acarretando, como conseqüência, danos à cadeia alimentar naquela área.

A partir de 1987, além de investir no desenvolvimento de tecnologia e alternativas para interromper o lançamento de rejeito no lago, foi iniciado o monitoramento e o estudo ecológico daquele ecossistema. Desta forma, e por não haver até então nenhum estudo do gênero, foi possível avaliar a magnitude das modificações sofridas e dimensionar procedimentos para promover o estabelecimento de um novo equilíbrio ecológico na área.

Atualmente, o rejeito é disposto em tanques construídos nas áreas previamente mineradas. Após o adensamento, a água é recuperada e retorna em circuito fechado para as instalações de beneficiamento. Este sistema, completamente limpo em termos ambientais, evita assoreamento de rios e lagos ou a inundação de grandes áreas da floresta, normalmente provocada pela utilização de barragens convencionais na indústria de mineração. Os tanques, depois de cheios, passam por um processo natural de secagem e, em seguida, são reflorestados.

Depois de quase 20 anos de trabalhos para a recuperação do lago Batata, os sinais desse novo equilíbrio ecológico são visíveis, tais como a redução da turbidez da água, o aumento da presença de peixes característicos da área de igapó, a maior concentração de matéria orgânica no sedimento de fundo e frutificação de várias espécies plantadas, que sugere o início da sustentabilidade na área pela reposição de sementes.

Tão importante quanto o avanço nas pesquisas e a conseqüente recuperação do lago tem sido o registro formal e a disponibilização dos resultados alcançados. Para tanto, a MRN apoiou a publicação do livro “Lago Batata: Impacto e Recuperação de um Ecossistema Amazônico”, de autoria dos professores doutores Reinaldo Bozelli (UFRJ), Francisco Esteves (UFRJ) e Fábio Rolland (UFJF).

A MRN também realizou, em 2004, 2006 e 2008, em Belém, Oriximiná, Porto Trombetas e Santarém, o Seminário de Meio Ambiente. No evento, foram levados ao público os resultados obtidos na recuperação do lago, em exposições feitas por cientistas e pesquisadores envolvidos nos trabalhos de recuperação e monitoramento. Além disso, os trabalhos desenvolvidos no lago Batata são temas permanentes para o desenvolvimento de teses de mestrado e doutorado, dentre outros trabalhos acadêmicos.

 

 

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